UFPR Litoral pretende criar curso sobre golpe

A UFPR Litoral quer ser mais uma universidade pública a adotar uma disciplina que aborde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como um “golpe” de estado – a possibilidade foi discutida em reunião nesta sexta-feira (16), no campus da universidade, em Matinhos, litoral do Paraná.

Mas se depender da baixa adesão é bem provável que a ideia não saia do papel: apenas 14 pessoas, entre professores e estudantes, compareceram à reunião inaugural. 

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O professor Valdo José Cavallet, organizador do encontro, culpou a data escolhida para justificar o baixo quórum: segundo ele, sexta-feira é costumeiramente um dia com muitas atividades externas na UFPR Litoral. 

“Fizemos um chamado para professores, estudantes e funcionários que tenham disposição para organizar esse debate”, disse em entrevista à Gazeta do Povo

Objetivos 

Valdo afirma que o objetivo da iniciativa é defender a liberdade de outras instituições que adotaram a mesma abordagem para analisar o processo de impeachment; para ele essas universidades serão perseguidas. 

“O cerceamento ideológico se manifesta através de ações do governo e de atitudes concretas, sobretudo em questões orçamentárias”, diz o professor, que aponta um suposto movimento governista favorável à privatização do ensino superior. 

“Não sofremos um cerceamento como esse nem mesmo na época da ditadura. O MEC, golpista e interventor, está tentando dizer o que podemos ou não discutir”, completa. 

Histórico 

Após anúncio pela Universidade de Brasília (UnB) da criação de um curso sobre o “golpe de 2016”, diversas universidades brasileiras manifestaram interesse em ofertar cursos ou disciplinas voltados ao estudo do impeachment de Dilma Rousseff pela perspectiva de um golpe de estado. 

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A ideia de dedicar um curso ao estudo do “golpe de 2016” partiu do professor Luís Felipe Miguel, do curso de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB). O curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, segundo o conteúdo programático, pretende estudar a “fragilidade” do sistema político no Brasil e investigar a “agenda de retrocesso” de Michel Temer. 

A divulgação do curso levou o Ministério da Educação (MEC) a recorrer à Advocacia-Geral da União, ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar uma possível prática de improbidade administrativa pela universidade. De acordo com o MEC, os cursos podem ser configurados como “proselitismo político e ideológico”.

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