Tarifas e barreiras destroem fazendeiros de soja americanos, diz Trump | Soja | Agricultura | Agronegócio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que trabalha para garantir condições justas aos fazendeiros dos Estados Unidos. Segundo ele, esses profissionais são prejudicados por “barreiras e tarifas” de outras nações. O líder americano tratou do assunto durante sua presença na Bélgica para reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Estou em Bruxelas, mas sempre pensando nos nossos fazendeiros. Os [preços] da soja caíram 50% desde 2012 até minha eleição. Os fazendeiros se saem mal há 15 anos”, disse Trump em sua mensagem. “Barreiras e tarifas comerciais de outros países têm destruído nossos negócios. Eu abrirei mercados, melhor do que nunca antes, mas isso não pode ocorrer muito rapidamente. Estou lutando por condições de disputa justas para nossos fazendeiros e nós iremos vencer!”.

Em mensagem, Trump já havia reclamado que a União Europeia “impossibilita” que fazendeiros, trabalhadores e empresas dos EUA façam negócios no continente. Além disso, ele voltou a dizer que seu país enfrenta um custo com defesa injusto no âmbito da Otan, que deve ser mais bem distribuído.

Guerra comercial

O produtor americano de soja está preocupado em se tornar uma vítima da guerra comercial do país com a China, maior importador mundial da oleaginosa. Os preços da commodity despencaram depois que as tensões entre os EUA e Pequim começaram a aumentar no início deste ano e, em junho, a China estabeleceu uma tarifa de 25% sobre a soja e outros produtos agrícolas.

As exportações de soja dos EUA caíram 22% nos primeiros cinco meses deste ano, e o grande temor dos produtores é que eles acabem perdendo mercado na China, já que os compradores mudam para outros fornecedores, particularmente o Brasil.

O presidente Donald Trump buscou na quarta-feira aliviar a ansiedade entre os agricultores sobre o impacto de sua guerra comercial com a China, prometendo, no Twitter, aumentar as exportações. “Eu estou lutando por uma igualdade de condições para nossos agricultores e vou vencer!”, escreveu Trump, de Bruxelas, onde participa de uma reunião de líderes da Otan.

A tentativa de acalmar o campo veio um dia depois de o presidente americano ameaçar taxar US$ 200 bilhões em produtos chineses. O discurso é uma retaliação às taxações de US$ 34 bilhões impostas pelo governo chinês, que entra em vigor nesta sexta-feira (13).

Produtores americanos de soja não estão contentes. “Estou muito, muito nervoso com isso, e meus eleitores estão muito, muito nervosos com isso”, disse o senador Charles Grassley, republicano de Nova York, pouco antes de Trump enviar seus tweets do exterior.

Grassley disse que a luta tarifária do governo Trump tem “um efeito muito prejudicial nos mercados atuais” e que o impacto está se espalhando além da agricultura. “Espero que ele saiba o que está fazendo”, disse Grassley sobre Trump. “Está deixando as pessoas nervosas”.

Em um evento em Kansas City, o vice-presidente Mike Pence leu os tweets de Trump e reiterou que o governo está lutando pelos agricultores. “Nosso presidente vai continuar lutando por acordos comerciais que sejam livres, justos e recíprocos”, disse Pence. “Nós sempre lutaremos pelos agricultores americanos para exportar o que cultivamos”.

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