Primeira eletrovia do Brasil terá 700 km

A primeira eletrovia – rede de pontos de abastecimento para carros elétricos em uma estrada – do país será implantada no Paraná. O projeto apresentado nesta terça-feira (27), fruto de uma parceria entre a Copel e a Itaipu Binacional, vai implantar oito eletro pontos na BR-277, nos cerca de 700 quilômetros entre Paranaguá e Foz do Iguaçu.

Dois eletropostos já estão funcionando e foram inaugurados nesta terça. Um fica em Curitiba – no bairro Mossunguê, onde fica a sede da Copel – e o outro em Paranaguá, na agência da companhia no Litoral. Esses postos estão em fase de testes e, por enquanto, os consumidores não terão custo para abastecer na eletrovia. Ainda estão previstos outros postos nas cidades de Foz do Iguaçu, Medianeira, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Irati.

A escolha dos pontos para os eletropostos é estratégica. A autonomia dos carros elétricos é de 150 quilômetros, em média. Por isso, as estações ficam distantes cerca de 100 quilômetros. De acordo com a Copel, os postos serão de carga rápida: deve levar entre 30 minutos e uma hora para carregar 80% da bateria dos automóveis.

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Cada eletroposto fornece 50 kVA (kilovoltampere) de potência, o equivalente a dez chuveiros elétricos ligados ao mesmo tempo. Os três conectores disponíveis são capazes de atender carros elétricos ou híbridos disponíveis no Brasil, como os modelos i3, da BMW, e ZOE, da Renault, que foram carregados durante o evento para demonstrar o funcionamento do eletroposto.

De acordo com o presidente da Copel, Antonio Sergio Guetter, a concessionária quer se reunir com a Aneel para uma conversa sobre como poderiam ser feitas as cobranças no futuro, pois ainda não há uma definição de como isso deverá funcionar. A previsão é de que todos os eletropostos estejam prontos até o final de 2018.

Setor estratégico

Para Guetter, este momento é estratégico para o futuro da Copel, uma vez que o setor energético brasileiro deve passar por uma grande mudança, já nos próximos anos, com a troca de carros convencionais por elétricos, e era imprescindível que a concessionária estivesse pronta para atender esta demanda. “Quebramos a lógica de que não temos eletrovias porque há poucos carros elétricos no Brasil. Estamos entregando ao país e aos paranaenses uma eletrovia moderna, com uma rede robusta e capaz de atender a crescente demanda”, afirmou Guetter.

Guetter aponta três tendências no setor de energia: maior velocidade em inovação tecnológica; mudança do comportamento do consumidor, que cada vez quer mais informações do que está consumindo; e um esforço internacional para a redução da emissão de carbono. “Não há justificativa para termos carros que não utilizam combustíveis fósseis, mas energia elétrica, se a maneira como se produz esta energia também não for sustentável”, disse o presidente. Segundo ele, 95% da energia produzida pela Copel não gera gás carbônico.

Para o governador Beto Richa, que participou do evento, o Paraná sai à frente no que considera uma transformação tecnológica. Richa considera a eletrovia resultado da visão de futuro e da competência da Copel em criar energia limpa. “Não temos mais opção. Precisamos mudar nossos hábitos e conviver com o meio ambiente de maneira mais pacífica, cuidando do planeta, que é nossa casa”, reforçou Richa.

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