Presidente do Paraná Clube confirma afastamento de investidor-símbolo

O presidente Leonardo Oliveira confirmou, nesta quarta-feira (28), o afastamento do investidor Carlos Werner da atual gestão do Paraná.

Principal personagem da chapa que elegeu Oliveira à presidência do clube, em 2015, Werner foi o responsável pela sustentação financeira da diretoria em 2016 e, posteriormente, das categorias de base, em 2017.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva concedida por Oliveira na Vila Capanema, que envolvem ainda a venda da sub-sede do Boqueirão e a defesa feita pelo mandatário de seu salário de R$ 25 mil para ser o “administrador-depositário” do clube no acordo firmado com a Justiça do Trabalho.

Carlos Werner

“O Carlos Werner realmente, no momento da eleição, demonstrou apoio à nossa chapa, teve um amparo financeiro ao clube que não é segredo para ninguém, e até o final de 2017 ele continuava ajudando financeiramente através da base. Até 2016, a ajuda dele era integral ao clube, no profissional, na base, com pagamento de dívidas.

Em 2017, houve uma decisão do Carlos Werner de não participar mais do futebol profissional e da gestão do clube, focou sua parceria e investimentos na base. Esse amparo foi importante […]. A partir de 2018, ele não tem mais participação financeira nenhuma no clube.

Desde o primeiro momento, os contratos do Werner com o clube eram na forma de mútuo. Isso, desde o momento em que nossas operações estão sendo centralizada a auditadas [Ato Trabalhista], não temos mais dentro do orçamento a possibilidade de antecipar receitas, que é o que o contrato de mútuo realmente faz”, explicou Oliveira.

Apesar de afastado do conselho gestor, Werner segue participando ativamente da vida política do clube nos conselhos consultivo e deliberativo. Procurado, o investidor preferiu não comentar.

A reportagem apurou que o investidor, por exemplo, não concordou com os termos da adesão do clube ao Ato Trabalhista, do qual Oliveira é administrador — função pela qual o presidente paranista recebe R$ 25 mil mensais como remuneração.

>>>Confira aqui o perfil de Carlos Werner.

Sub-sede do Boqueirão

Oliveira também confirmou que a empresa MRV Engenharia foi quem arrematou a sub-sede social do Boqueirão, pelo valor de R$ 9 milhões, parcelados em 25 vezes.

“[O imóvel] foi arrematado, uma venda judicial que está em tramitação. O comprador protocolou alguns pedidos à Justiça do Trabalho, já depositou algumas parcelas. Quem fez a arrematação foi a MRV, o clube não participou desse processo, até pela determinação judicial”, esclareceu Oliveira.

Salário de R$ 25 mil

Amparado pelo diretor jurídico do clube, Luiz Berleze; pelo presidente do conselho deliberativo, Luiz Carlos Casagrande, o Casinha; pelo presidente do conselho consultivo, Benedito Barboza; e pelo vice-presidente do Conselho Fiscal, Juliano Tempo, Oliveira explicou e defendeu sua remuneração mensal de R$ 25 mil por sua atuação como “administrador-depositário” do Tricolor no acordo firmado com a Justiça.

“Isso foi trabalhado, discutido amplamente internamente com a Justiça do Trabalho e se transformou em uma determinação. Dentro dessa avaliação, levando-se em conta o parâmetro praticado para esse tipo de trabalho, o clube não teria condição de pagar os 5% dos R$ 19 milhões que pagaria em um ano à Justiça.

Este valor ficaria fora da realidade do futebol e do clube, neste momento. Por isso foi utilizado um parâmetro menor [que os 5%], senão o clube não teria condição de sobreviver na sequência desse problema”, esclareceu Oliveira.

Caso utilizasse como parâmetro os 5% que o departamento jurídico do Paraná considera ser o valor de praxe pago a gestores na condição de Oliveira, o clube desembolsaria cerca de R$ 80 mil mensais para remunerar o próprio mandatário.

>>> Presidente do Paraná ganha salário top no Brasil para administrar dívida do clube

Duração do Ato

Oliveira também confirmou que poderá permanecer como responsável pela gerência das finanças do clube mesmo após o fim do seu mandato, que termina em dezembro deste ano. O clube passará por eleições em setembro e o atual presidente ainda não se posicionou sobre uma possível candidatura.

“Não é uma decisão que eu ou o clube tomaremos sozinhos. Enquanto a Justiça do Trabalho mantiver essa determinação eu serei o administrador. Existem condições para que isso siga acontecendo. A ideia é de que, enquanto isso possa permanecer assim, eu permanecerei. Quando Justiça tomar uma decisão, o clube não tem gerência, é decisão exclusiva da Justiça do Trabalho”, diz o presidente.

Ou seja, caso o Paraná demore cinco anos para quitar seus débitos dentro do Ato Trabalhista e Oliveira permaneça durante todo esse período como administrador das finanças do clube no acordo com a Justiça, o atual presidente do Tricolor receberá, ao fim do processo, R$ 1,5 milhão do clube pela função desempenhada.

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