Novela do reajuste mostra governo frágil e cabeça na eleição

A novela em torno do reajuste aos servidores do governo do Paraná parecia ter chegado ao fim – ao menos até a eleição – na manhã desta terça-feira (10). No entanto, poucas horas depois de retirar o projeto de tramitação da Assembleia Legislativa, a governadora Cida Borghetti (PP) aceitou reabrir a discussão com o funcionalismo. As idas e vindas da pré-candidata à reeleição mostram uma gestora vacilante e escancaram que o pleito de outubro tomou conta de vez do cenário político no estado.

Sem votos suficientes para evitar um aumento da reposição de 1% para 2,76%, Cida iniciou o dia anunciando que pediria de volta o projeto de reajuste que enviou ao Legislativo. Numa clara referência ao deputado Ratinho Jr. (PSD), um dos postulantes ao comando do Palácio Iguaçu, chamou o novo índice proposto de “eleitoreiro”, “irresponsável” e “inconstitucional”. Finalizou dizendo que o assunto só voltaria a ser discutido depois da eleição.

OPINIÃO DA GAZETA: O reajuste dos servidores e o cobertor curto

Enquanto os oposicionistas lambiam as feridas na sessão da Assembleia, a governadora confirmou o que se especulava e anunciou que também vetará o reajuste de 2,76% já aprovado para o próprio Legislativo, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Justificou que, apesar da independência entre os poderes, o Estado como um todo precisa respeitar os limites de gastos estabelecidos no socorro financeiro recebido da União no auge da crise, há dois anos, sob pena de ter de reembolsar o governo federal em R$ 1,9 bilhão.

A ideia de se colocar como uma gestora que luta contra privilégios, especialmente em um momento no qual o país ainda enfrenta dificuldades, provocou a ira dos servidores. Classificando a manobra de retirada da proposta como “desonesta”, eles ocuparam o gabinete da liderança do governo e da Presidência da Assembleia.

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Cercado por dezenas de funcionários públicos, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), falou com Cida ao telefone e ela concordou em retomar as conversas sobre o tema nesta quarta-feira (11). A promessa, no entanto, soou mais como uma tentativa de acalmar os ânimos e dissipar o princípio de confusão.

Mesmo porque ela estará fora do país a partir desta sexta-feira (13). Ficará nos Estados Unidos por uma semana, até o dia 19. Logo em seguida, estará aberto o período de convenções partidárias e o círculo do poder no estado só falará, pensará e agirá pela eleição.

Até lá Cida conta com a desmobilização dos servidores. O esquecimento, no entanto, não deverá ser tão fácil. Trata-se de um contingente de 310 mil pessoas – entre servidores ativos, inativos e pensionistas −, que pode querer marcar posição nas urnas.

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