Flippy, primeiro robô chapeiro do mundo, prepara 150 hambúrgueres por hora

Um robô chapeiro que não pede salário nem benefícios e é capaz de preparar 150 hambúrgueres por hora virou um cozinheiro na rede de fast food norte-americana CaliBurger. Seu nome é Flippy.

O robô — ou, mais especificamente, um braço robótico industrial especializado de seis eixos aparafusado ao chão da cozinha — trabalha no horário de almoço em uma unidade em Pasadena, Califórnia, do CaliBurger. Ele recebe os pedidos através de um sistema de emissão de bilhetes digital, depois prepara os hambúrgueres e os remove da chapa. Ele usa visão térmica e regular, bem como câmeras, para detectar quando a carne crua é colocada na chapa, e então monitora cada hambúrguer ao longo de seu processo de cozimento.

Aqueles preocupados com uma investida de robôs para roubar empregos da indústria alimentar podem encontrar conforto ao saberem que o Flippy ainda precisa de um guia humano para colocar as hambúrgueres na chapa. O robô também mostra o tempo de cozimento em uma tela para que seus colegas humanos saibam quando colocar o queijo sobre o hambúrguer complementá-lo com alface e tomate, de acordo com Miso Robotics, a empresa sediada em Pasadena que desenvolveu o “o primeiro robô chapeiro do mundo”.

Além disso, o Flippy pode girar suas espátulas para lidar com carne crua e cozida (para evitar a contaminação cruzada) e limpar essas espátulas enquanto os hambúrgueres estão cozinhando. Outra habilidade: usar um raspador para manter a superfície da chapa limpa.

O Flippy pode ser a solução para a alta taxa de rotatividade dos profissionais da indústria de fast food, que vê uma rotatividade anual de até 50% dos funcionários. Embora seja provável que esses trabalhadores saiam por causa de baixos salários, o setor gasta cerca de US$ 3,4 bilhões por ano em recrutamento e treinamento.

Substituir o trabalho mecânico de um cozinheiro com um robô pode eliminar problemas como lesões relacionadas ao trabalho, incluindo queimaduras, que às vezes são incorretamente tratadas (alguns funcionários, por exemplo, foram informados para tratar suas queimaduras com condimentos). A violência na indústria de fast food também é um problema, já que, nos Estados Unidos, cerca de um em cada oito trabalhadores em 2015 relatou ter sido atacado no desempenho de suas funções durante o ano anterior, de acordo com uma pesquisa sobre a segurança dos trabalhadores de fast food.

Mas o Flippy também levanta preocupações com a diminuição dos postos de trabalho. Cerca de 80% dos empregos que sumiram nos EUA nos últimos 30 anos, por exemplo, foram o resultado de avanços tecnológicos, e estudos recentes indicam que o padrão se espalhará por outras indústrias. A tecnologia pode absorver até 40% da força de trabalho dos EUA no início da década de 2030, de acordo com um relatório de 2017.

Os desenvolvedores do Flippy dizem que ele é projetado para operar em um layout de cozinha comercial existente, ao lado de outros trabalhadores para “cumprir de forma segura e eficiente uma variedade de tarefas culinárias”. O robô foi personalizado para a cozinha do CaliBurger e será exclusivo da cadeia por seis meses; passado esse prazo, ele será oferecido a outras cadeias de fast food. O custo inicial será de US$ 60 mil e deverá aumentar à medida que ele desenvolva características mais sofisticadas.

“A cozinha do futuro sempre terá pessoas, mas vemos essa cozinha como tendo pessoas e robôs”, disse David Zito, cofundador e diretor executivo da Miso Robotics, à KTLA em Los Angeles. “Esta tecnologia não é sobre a substituição de empregos. Vemos o Flippy como uma mão extra na cozinha”.

Veja um vídeo do Flippy trabalhando:

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