Festival de Cannes bane Netflix da competição pela Palma de Ouro

O Festival de Cannes baniu a Netflix da competição pela Palma de Ouro este ano. O anúncio foi feito pelo diretor do evento, Thierry Fremaux, em uma entrevista à revista francesa “Le Film Français”. A 71ª. edição do festival está marcada para ocorrer entre 8 e 19 de maio.

No ano passado, dois filmes da Netflix – “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe”, de Noah Baumbach – foram exibidos em Cannes, decisão que, segundo Fremaux, “criou uma enorme controvérsia que ecoou pelo mundo”.

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A polêmica surgiu quando a Netflix insistiu em lançar as produções em seu serviço de streaming e não nos cinemas. Na França, essa decisão ainda é mais complicada tendo-se em conta a existência de uma lei que determina quando os filmes podem passar dos cinemas para outros canais de exibição – pelo menos 36 meses depois do lançamento do filme. A regra também exige que uma porcentagem de todas as receitas de bilheteria, DVD, vídeo sob demanda, televisão e streaming sejam reunidos para financiar filmes locais e ajudar a financiar filmes estrangeiros.

Mesmo assim, a Netflix tentou contornar a lei e, além de não conseguir o que queria, acabou por enfureceu alguns membros da indústria cinematográfica francesa.

“No ano passado, quando selecionamos esses dois filmes, pensei em convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas”, disse Fremaux ao Le Film Français. “Eu fui presunçoso: eles se recusaram”.

Christophe Tardieu, diretor do National Cinema Center, uma entidade estatal que coordena o financiamento público de filmes, disse ao New York Times no ano passado que a Netflix é “a representação perfeita do imperialismo cultural americano”.

“Eu deploro a atitude da Netflix neste caso, que mostrou total intransigência e se recusou a entender e aceitar como funciona a exceção cultural francesa”, disse Tardieu.

Em resposta à repercussão generalizada, Cannes anunciou no ano passado que mudaria suas regras para exigir que os futuros filmes de competição se comprometessem com a distribuição nos cinemas franceses, informou o New York Times.

Embora a nova regra proíba a Netflix e outros serviços de streaming de participarem na competição com os seus filmes, Fremaux disse que os filmes ainda podem ser selecionados para serem exibidos no festival.

“As pessoas da Netflix amam o tapete vermelho e adoraram apresentar para nós os seus outros filmes”, disse Fremaux ao Le Film Français. “Mas eles precisam entender que a intransigência deles sobre o formato adequado agora entra em conflito com a nossa.”

Selfies

Na entrevista com o Le Film Français, Fremaux fez outro anúncio polêmico: nenhum selfie será permitido no tapete vermelho.

“No topo do tapete vermelho, a mesquinhez e o atraso causados pela desordem intempestiva criada pela tomada de selfies prejudicam a qualidade da subida dos degraus”, disse Fremaux. “E faz o mesmo com o festival como um todo.”

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