Agropecuária tira o Brasil da recessão | Mercado | Agronegócio

Em 2017, a agropecuária brasileira cumpriu a vocação e sustentou a economia do país. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (1º), revelam que o setor teve o melhor desempenho desde 1996, início da atual série de contas nacionais do IBGE: um crescimento de 13%. A economia do Brasil avançou 1%. A soma total da produção das riquezas nacionais em 2017 ficou em R$ 6,559 trilhões.

A agropecuária responde por 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no entanto, o setor respondeu por 0,7% do valor adicionado ao PIB, que foi de 0,9%. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a agropecuária foi responsável por 70% do crescimento de 1%.

Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, o resultado da agropecuária foi puxado pelo recorde das safras de milho, com crescimento de 55,2% no ano, e de soja, com aumento de 19,4% na produção em 2017, na comparação com 2016. O Brasil colheu 238 milhões de toneladas no ciclo 2016/17. “São duas culturas muito importantes na lavoura brasileira”, disse a economista. Se não fosse o setor, o crescimento do PIB seria de apenas 0,3%. A média de crescimento da agropecuária nos últimos 22 anos é de 3,8%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do PIB do país no ano passado. O PIB total brasileiro cresceu 1% em 2017 em relação ao ano anterior. O resultado do crescimento do país é atribuído ao setor agropecuário, único segmento com expansão relevante.

Para o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, a agropecuária mais uma vez correspondeu às expectativas e contribuiu com a economia do país. “A agricultura e pecuária brasileira têm colaborado significativamente com a riqueza do país. No ano passado, com o crescimento. Nos anos anteriores, evitando que a retração fosse ainda maior. Os produtores estão de parabéns”, afirma.

Superávit e inflação

Além de ser o motor da retomada do crescimento, a agropecuária contribuiu para a geração de empregos, para o saldo positivo da balança comercial e para a queda da inflação no ano passado. “No começo do ano passado, nossas analises já apontavam que a salvação viria da lavoura. E ela veio. Não na totalidade, mas com uma contribuição muito significativa”, diz Rodolfo Margato, economista do Santander.

Segundo o economista, o setor teve um impacto direto na inflação. “A supersafra de alimentos, principalmente de milho e soja, provocou uma oferta abundante de alimentos, o que contribuiu com a queda da inflação”, explica. “Provavelmente, o impacto da agropecuária foi maior e se espalhou por outros setores, como serviços e indústria. A metodologia do IBGE não faz essa distinção, mas podemos observar que em estados em que agropecuária tem um peso maior na economia, como Mato Grosso, os outros setores também cresceram acima da média”, conta Margato.

O setor garantiu o superávit da balança comercial brasileira em 2017. Com sete produtos entre os dez mais exportados no ano passado, o agronegócio somou US$ 88,93 bilhões à balança comercial, o que representa 40,84% do total: US$ 217,74 bilhões. “O setor teve um papel fundamental na retomada do crescimento e na pauta de exportações”, diz Pedro Raffy Vartanian, coordenador do curso de Mestrado Profissional de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Futuro

Para este ano, Renato Conchon, economista da CNA, acredita que o setor agropecuário poderá crescer em níveis próximos ao de 2017, em um cenário mais otimista para a economia brasileira como um todo. Na sua avaliação, além da boa safra, a melhoria observada nos preços de commodities como a soja também deve impulsionar o agro em 2018.

O economista do Santander, Rodolfo Margato, acredita que o crescimento, se houver, será modesto. “A safra 2017/18 talvez não seja tão volumosa quanto a anterior, mesmo positiva. No entanto, isso não significa que o setor não vai crescer. O comercial mundial está sólido, a economia em crescimento, principalmente em mercados emergentes. A leitura é positiva, mas talvez o crescimento seja mais modesto. A agropecuária é e será um setor pujante”, acredita.

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